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Medicamentos vão ficar mais caros a partir de abril

27 MARÇO 2026 | Texto: EMILIA MIYAZAKI | Foto: DIVULGAÇÃO

Medicamentos vão ficar mais caros a partir de abril

Medicamentos vão ficar mais caros a partir de abril
Reajuste nos preços varia entre 1,13% e 3,81%; alta dos medicamentos estimula consumidores a anteciparem suas compras
 
A Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED) definiu o percentual de reajuste de preços dos medicamentos que passa a valer a partir de quarta-feira, dia 1º de abril. Com o IPCA de fevereiro em 0,70% e o acumulado de 12 meses na ordem de 3,81%, a estimativa é de um reajuste médio aproximado de 1,54%.
 
A alta dos medicamentos segue os seguintes tetos regulatórios: remédios que têm maior concorrência no mercado poderão elevar seus preços em até 3,81%. Medicamentos classificados no nível 2, com nível intermediário de concorrência, poderão aplicar um reajuste de 2,47%. Aqueles de menor concorrência poderão ajustar seus preços em até 1,13%.
 
A definição final dos percentuais ainda depende da publicação da resolução oficial da CMED, prevista para até o dia 31 de março de 2026. Os percentuais não são de aplicação automática, as empresas podem optar por não aplicar o reajuste em sua totalidade.
 
“Com essa alta prevista para o dia 1º de abril, o ideal é que o consumidor antecipe sua compra de medicamentos e garanta assim estoque e uma boa economia, especialmente para os remédios de uso contínuo”, explica Camila Hirata, gerente comercial da Rede Vale Verde.
 
Reajuste anual
O reajuste de preços de medicamentos ocorre uma vez ao ano e obedece à metodologia estabelecida pela Lei 10.742, de 2003. O reajuste incide sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), o que significa que o valor final pode variar entre farmácias, conforme descontos e margens praticados. Alguns produtos ficam fora dessa regra, como fitoterápicos, certos medicamentos sem receita e homeopáticos, que não seguem o reajuste definido pela CMED.
 
“Como o reajuste é feito uma vez por ano e é determinado pelo governo e não pelas farmácias, uma boa negociação com a indústria farmacêutica e as distribuidoras, de forma estratégica e antecipada, pode resultar em valores menores ao consumidor. Cada farmácia estabelece sua política comercial”, conclui Camila Hirata.
 

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